Bispo de Bom Jesus da Lapa fala “que o contexto que nós vivemos é muito semelhante ao Brasil há 300 anos, marcados pela escravidão”

Como é tradição em todo dia 12 de outubro, a Praça da Esplanada do Santuário do Bom Jesus, em Bom Jesus da Lapa, Região do Oeste da Bahia, foi palco da Missa Festiva de Nossa Senhora Aparecida, com a participação de milhares de fiéis. A celebração foi presidida pelo Bispo Diocesano Dom João Santos Cardoso, Bispo da Diocese de Bom Jesus da Lapa.

Em seu discurso, Dom João falou sobre o momento difícil que vive o país, e comparou a atual contexto político e social ao período de escravidão vivenciados pela população no Brasil há 300 anos, na época que o território era colônia portuguesa.

Ele destacou a importância da fé que precisa se espelhada em Nossa senhora, na unidade. “A Mãe aparecida o nosso olhar se volta, principalmente nesse contexto que nós vivemos no Brasil. Quando os pescadores encontraram há 300 anos a imagem de nossa senhora Aparecida dividida, primeiro o corpo e depois a cabeça, e reconstituíram a unidade à aquela  imagem. Assim diz o papa Francisco, um gesto que representou o Brasil do momento da escravidão, e a mensagem de Aparecida é um apelo a unidade”, falou.

Ele chamou a atenção para atual crise social, da concentração de renda e desigualdade. “Também, atualmente no Brasil nós vivemos esse grande perigo, da divisão que causa mais desigualdade social em nosso país. Nossos país ainda tem uma grande desigualdade social. Uma pesquisa recente divulgada por uma organização inglesa Oxfam, falava da grande desigualdade que há em nosso país. Seis pessoas, seis homens mais ricos do Brasil concentram a riqueza de 100 milhões de brasileiros. Uma pessoa que ganha um salário mínimo demoraria 19 anos para ganhar uma que uma pessoa mais rica do Brasil demoraria para ganhar em um mês”, disse.

Afirmou que o Brasil é ainda muito marcado pela desigualdade. “E para piorar, os nossos governantes quando tem que estabelecer políticas para o desenvolvimento, para o crescimento do país, tira dos mais pobres, aperta o sinto onde a situação está mais difícil. Seja precarizado as relações de trabalho; como é o caso dessa reforma trabalhista, seja eliminando os direitos sociais.

Frisou que os direitos sociais têm sido pisoteados no Brasil nesse tempo, que as reformas trabalhistas em nome do crescimento econômico só têm apertado os pobres. “O efeito nós vemos, não é o crescimento, mais é o desemprego, é o drama vivido por tantas famílias. De modo que o contexto que nós vivemos é muito semelhante ao Brasil daquele período há 300 anos marcados pela escravidão”, finalizou.

Fonte:bomjesusdalapanoticias
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