Baianópolis: Trabalhadores rurais são presos; Associação acusa empresa de ameaças

Cinco trabalhadores rurais foram presos em Baianópolis, na Bacia do Rio Grande, extremo oeste baiano, em uma propriedade devoluta [terra pública devolvida ou a ser devolvida ao Estado]. Um pedido de liberdade provisória dos detidos será encaminhado nesta sexta-feira (10) pela Associação dos Advogados dos Trabalhadores Rurais (ADTR). O caso ocorreu em uma propriedade na localidade de Porteira de Santa Cruz, disputada pelos trabalhadores e por uma empresa de agronegócio. “Na verdade, essa empresa, que é grande e é ligada ao agronegócio da região, vem avançado sobre a terra dessas comunidades e ameaçando e pressionando os trabalhadores rurais que já tinham se instalado na área”, disse Carlos Eduardo, um dos advogados da ADTR. Segundo ele, os posseiros usam a terra para criação de gado (ovino e caprino) de forma extensiva, e sem cerca. Eles também produzem mandioca em roças coletivas. Além da ADTR, a Comissão Pastoral da Terra, ligada à Igreja Católica, também entrou no caso em defesa dos trabalhadores rurais. Mesmo exemplo do Coletivo de Fundo e Fecho de Pasto do Oeste da Bahia. Os cinco trabalhadores permanecem presos desde a quarta-feira (8) na carceragem de Baianópolis.

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